sexta-feira, 20 de maio de 2011

Relatos de meros pensamentos vagos....

Desde que comecei a escrever nesse blog venho me questionando. 
Acho que criei meu próprio paradoxo. 
Embora eu seja tímida para falar em público, meu trabalho é esse, não na Língua Portuguesa e sim na Língua Francesa. Falo em público e gosto uma vez que começo a fluir.
Escrever é mais fácil. Mas, por que ter um blog?
Eu não sei os outros, mas eu questiono muito os atos e as relações humanas e consequentemente meus próprias atos e ações nessa Sociedade: mundo virtual, redes sociais, consumismo, empregado e empregador, suicídios, exclusão, depressão, desigualdade e por aí vai.
Mas voltando ao blog eu sinto prazer em escrever esses blá, blá, blás aqui que chamo de ''pensamentos vagos''. É uma forma de me expressar também.
Gosto de me comunicar, de me relacionar, de me apaixonar e de escrever. 
Vivo plenamente qualquer tipo de relação, me apaixono todos os dias por coisas, ações e animais racionais ou não.
Tenho prazer em realizar tudo o que faço com intensidade, satisfação e emoção. 
Um ''bom dia''e um ''sorriso'' dos meus filhos pela manhã, beijar, comprar pão e passar pela prainha, pisar na areia, lavar louça, subir montanha, ouvir uma música, ficar em silêncio, ler... apreciar o que temos de melhor que é poder viver, respirar, ver, sentir. Tudo o que nos cerca é magia. Temos tudo para sermos seres melhores e felizes. Não precisamos criar mais nada, temos a natureza que nos completa.
Mas já que temos tecnologia, eu aproveito e gosto de dividir coisas via Internet. Dividir minhas experiências. Em troca aprendo com a experiência e o conhecimento do outro. Sei que escrevo só linhas tortas, mas e daí? Continuo escrevendo cartas e textos manuscritos tortos também. Eu sinto uma necessidade de escrever, não me importo se as pessoas irão ler ou não. E a fotografia também é uma paixão. Eu fotografo todos os dias. Faz parte do meu cotidiano. Fico triste quando não dá tempo. Mas assim como escrever, para fotografar eu preciso estar sozinha ou senão com alguém que não me atrapalhe, que não respire de preferencia. Alguém que saiba se tornar imperceptível.
Algumas viagens importantes e marcantes da minha vida eu não fotografei. Considero os retratos da minha memória. Não poderão ser impressos, só descritos. A travessia do Pantanal com meu marido e filhos foi uma dessas. Passamos a virada do Ano no meio do Pantanal, acampados e acompanhados do que eu chamo de ''silêncio do barulho dos bichos''.  Foi uma das experiências mais marcantes da história da minha família. Doce lembrança, um tesouro para mim. Essa noite de Réveillon passamos olhando para o céu, contemplando as estrelas e a escuridão, na companhia de lobinhos, tamanduás, jacarés, antas e outros barulhos, bichos entrando na água do rio... Ficamos três dias no meio do Pantanal vazio sem o barulho do ''bicho-gente'', encontramos somente três dessa espécie. Outra viagem que não fotografei foi para o Pico da Neblina. Mas vou voltar lá um dia e ter minhas próprias fotos. A travessia da Serra dos Orgãos é outro exemplo, tem também uma viagem deliciosa que fiz para a Argentina, Buenos Aires e muitas outras que vou fotografando com o olhar e registro só na minha memória. 
Quero falar dos meus mestres: minha vó Maria, Evandro Teixeira e Henri Bresson. Na poesia Manoel de Barros, alias foi ele quem me incentivou voltar à escrever. 
Contei a ele sobre o roubo dos meus poemas e diários, minhas simples, mas minhas memórias de uma vida inteira. depois desse dia perdi o interesse pela escrita, criou-se uma frustração dentro de mim... Não sei porque alguém roubaria umas fotos velhas e uns diários.... minha vida inteira, minha alma, os meus mais profundos sentimentos e segredos desde a minha infância... Naquela época eu escrevia diariamente sobre tudo, os segredos estavam em códigos, também se foram as cartas de minha prima íntima e havia estórias inventadas para confundir minha mãe, ou seja, nem ler essa pessoa vai poder porque não vai entender,... choro só de lembrar, meu maior tesouro... 
Pois então, voltando ao blog, eu vou continuar a escrever aqui... Acho que na Internet tem mesmo muita porcaria como dizem por aí, mas também tem muita coisa boa. Como disse um escritor Argentino ''o mal não está na televisão ou na Internet, são maravilhas, o mal está em como as programamos''....

Nem tudo o que imagino e sinto, penso; 
Nem tudo o que eu penso e vejo, escrevo. 
Sol

Foto: Sol

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