segunda-feira, 30 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Galinha feliz bota ovos de ouro...
Na aldeia ''Limão Verde''as índias criam galinhas.
Ganhei uma de presente da Isaura, ano passado, e dei para minha avó Maria que também cria galinhas.
No inicio da adaptação as outras galinhas estranharam, esticaram o pescoço e a recepção não foi das mais calorosas. Minha avó teve que deixar a recém-chegada isolada para evitar brigas com as galinhas mais antigas. Uma semana depois todos já haviam se acostumado com a presença da nova integrante e minha avó pode solta-la no terreiro.
Agora, um ano e meio depois a galinha já está levando uma vida feliz, bota ovos num ninho feito pelo minha avó, e teve sua segunda ninhada de muitos pintinhos. Sem falar que já namorou todos os galos do terreiro.
Lembrei-me de uma campanha publicitaria ''ovos da felicidade''. ''Os ovos das galinhas criadas soltas e que se alimentam de insetos e capim sem agrotóxicos e ainda contam com o galo são mais saborosos''... O que é pura verdade! Quem nunca comeu uma gemada de ovos caipira?
| Foto: Sol |
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Les rêves, les rues et les fleuves.
Je me réveille tout doucement, le bruit de la pluie d'automne, un long soupire, un regard par la fenêtre. La brume couvre le paysage.
Des pensées de passage:
La vie, le temps, les changements, les températures, les humeurs, ça donne envie de continuer mon rêve. Je ne sais où est parti le troupeau de lézards qui courait chaque fois que je m'approchais d'eux.
Je me suis dite:
- Ça va être sympa de profiter de l'occasion pour faire quelques photos sur le chemin.
Un verre d'eau en attendant le café.
- Je suis en retard. A plus tard mes amours on se voit à l'école. Bisous.
On m'appelle avant que je parte?
- Maman tu viens à l'école? J'ai une surprise pour toi. C'est pour la fête des Mères.
- Oui je viens, oui je viens chéri.
Le trajet tous les matins d'Urca, jusqu'à Tijuca.
Il fallait convaincre ma propre allure.
Les choses sont bien quand on pense positif. C'est le drame de sortir à Rio les jours d'orages.
Les chemins de la vie sont aléatoires. La ville se réveille, à son rythme.
Rio et les parapluies. Impossible d'imaginer pour ceux qui ne sont jamais venus. Courant pour ceux qui habitent ici. Le ciel est gris. J'écoute Eddie Vedder. La pluie, le brouillard sur la baie de Guanabara, l'air mystérieux de la ville. Je mets à fond la musique. Je sens un frisson et des larmes. L'esprit de Pearl Jam. J'ai écouté Pearl Jam, Janis Joplin et Pink Floyd dans les années 90. La pluie, la nostalgie, mes souvenirs.
Le temps, ça passe vite... ça passe lentement.
J'arrive à Tijuca et tout est inondé. Demi-tour, bientôt la rivière récupère son cours normal.
''Tijuca' en tupi-guarani, en português ''pântano'', en français ''mangrove''.
Des pensées de passage:
La vie, le temps, les changements, les températures, les humeurs, ça donne envie de continuer mon rêve. Je ne sais où est parti le troupeau de lézards qui courait chaque fois que je m'approchais d'eux.
Je me suis dite:
- Ça va être sympa de profiter de l'occasion pour faire quelques photos sur le chemin.
Un verre d'eau en attendant le café.
- Je suis en retard. A plus tard mes amours on se voit à l'école. Bisous.
On m'appelle avant que je parte?
- Maman tu viens à l'école? J'ai une surprise pour toi. C'est pour la fête des Mères.
- Oui je viens, oui je viens chéri.
Le trajet tous les matins d'Urca, jusqu'à Tijuca.
Il fallait convaincre ma propre allure.
Les choses sont bien quand on pense positif. C'est le drame de sortir à Rio les jours d'orages.
Les chemins de la vie sont aléatoires. La ville se réveille, à son rythme.
Rio et les parapluies. Impossible d'imaginer pour ceux qui ne sont jamais venus. Courant pour ceux qui habitent ici. Le ciel est gris. J'écoute Eddie Vedder. La pluie, le brouillard sur la baie de Guanabara, l'air mystérieux de la ville. Je mets à fond la musique. Je sens un frisson et des larmes. L'esprit de Pearl Jam. J'ai écouté Pearl Jam, Janis Joplin et Pink Floyd dans les années 90. La pluie, la nostalgie, mes souvenirs.
Le temps, ça passe vite... ça passe lentement.
J'arrive à Tijuca et tout est inondé. Demi-tour, bientôt la rivière récupère son cours normal.
''Tijuca' en tupi-guarani, en português ''pântano'', en français ''mangrove''.
| Fotos: Sol |
quinta-feira, 26 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
O choro das árvores...
Um dia, todos os seres humanos,
Se darão conta o quão importante é a vida de uma árvore,
Mais importante do que a nossa própria vida.
Todos nós somos seres vivos,
Pertencemos ao mesmo organismo vivo que é a TERRA.
Somos só um pontinho minúsculo no espaço,
Nada somos se pensarmos na dimensão do cosmo,
Precisamos das árvores para viver,
Elas precisam do nosso AMOR.
Elas nos dão vida, equilíbrio,
Sem árvores não teremos água,
Sem água não teremos vida...
Pelas árvores que já morreram,
Quero acreditar e lutar pela vida,
Mas está cada dia mais difícil,
Desmatamento,
Des- matamento.
''NOVO CÓDIGO FLORESTAL''
Estou de LUTO. Parece demagogia, mas não é não,
É dor mesmo.
Estou sofrendo, me corroendo por dentro,
Sou tão pequena diante de tanto egoísmo e briga pelo PODER.
Li no jornal: ''Aldo Rabello comemora''.
Comemora o que?
"Essa é a hora desta Casa se afirmar, mostrar que isso aqui é um Poder, é o Parlamento brasileiro". Palavras de Henrique Eduardo Alves PMDB/RN.
Convido todos a conhecer de perto o problema. É só chegar no Mato Grosso do Sul e vocês irão ter uma idéia do que é: desmatamento, agrotóxicos, índios se suicidando, nativos em depressão e o monopólio dos RURALISTAS. Desmataram tudo, enterraram nosso folclore, queimaram nossos arquivos históricos. E agora estão no PODER. Em Amambai as rodovias foram construídas no meio das Aldeias Indígenas: Limão Verde e Amambay. As crianças Indígenas convivem com o trafego de caminhões de soja e de gado. A área de reserva foi demarcada nos anos 70 e vendida para imigrantes do Sul do Brasil que tomaram conta de tudo e implantaram o agronegócio. Nem antropólogos eles aceitam por lá. Em 2008 o governo quis demarcar as terras Indígenas, saiu guerra e matança.
| Foto: Sol Vó Maria |
| Foto: Sol Na aldeia Limão verde |
![]() |
| Foto: Sol |
| Foto: Sol O choro |
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Relatos de meros pensamentos vagos....
Desde que comecei a escrever nesse blog venho me questionando.
Acho que criei meu próprio paradoxo.
Embora eu seja tímida para falar em público, meu trabalho é esse, não na Língua Portuguesa e sim na Língua Francesa. Falo em público e gosto uma vez que começo a fluir.
Escrever é mais fácil. Mas, por que ter um blog?
Eu não sei os outros, mas eu questiono muito os atos e as relações humanas e consequentemente meus próprias atos e ações nessa Sociedade: mundo virtual, redes sociais, consumismo, empregado e empregador, suicídios, exclusão, depressão, desigualdade e por aí vai.
Mas voltando ao blog eu sinto prazer em escrever esses blá, blá, blás aqui que chamo de ''pensamentos vagos''. É uma forma de me expressar também.
Gosto de me comunicar, de me relacionar, de me apaixonar e de escrever.
Vivo plenamente qualquer tipo de relação, me apaixono todos os dias por coisas, ações e animais racionais ou não.
Tenho prazer em realizar tudo o que faço com intensidade, satisfação e emoção.
Um ''bom dia''e um ''sorriso'' dos meus filhos pela manhã, beijar, comprar pão e passar pela prainha, pisar na areia, lavar louça, subir montanha, ouvir uma música, ficar em silêncio, ler... apreciar o que temos de melhor que é poder viver, respirar, ver, sentir. Tudo o que nos cerca é magia. Temos tudo para sermos seres melhores e felizes. Não precisamos criar mais nada, temos a natureza que nos completa.
Mas já que temos tecnologia, eu aproveito e gosto de dividir coisas via Internet. Dividir minhas experiências. Em troca aprendo com a experiência e o conhecimento do outro. Sei que escrevo só linhas tortas, mas e daí? Continuo escrevendo cartas e textos manuscritos tortos também. Eu sinto uma necessidade de escrever, não me importo se as pessoas irão ler ou não. E a fotografia também é uma paixão. Eu fotografo todos os dias. Faz parte do meu cotidiano. Fico triste quando não dá tempo. Mas assim como escrever, para fotografar eu preciso estar sozinha ou senão com alguém que não me atrapalhe, que não respire de preferencia. Alguém que saiba se tornar imperceptível.
Algumas viagens importantes e marcantes da minha vida eu não fotografei. Considero os retratos da minha memória. Não poderão ser impressos, só descritos. A travessia do Pantanal com meu marido e filhos foi uma dessas. Passamos a virada do Ano no meio do Pantanal, acampados e acompanhados do que eu chamo de ''silêncio do barulho dos bichos''. Foi uma das experiências mais marcantes da história da minha família. Doce lembrança, um tesouro para mim. Essa noite de Réveillon passamos olhando para o céu, contemplando as estrelas e a escuridão, na companhia de lobinhos, tamanduás, jacarés, antas e outros barulhos, bichos entrando na água do rio... Ficamos três dias no meio do Pantanal vazio sem o barulho do ''bicho-gente'', encontramos somente três dessa espécie. Outra viagem que não fotografei foi para o Pico da Neblina. Mas vou voltar lá um dia e ter minhas próprias fotos. A travessia da Serra dos Orgãos é outro exemplo, tem também uma viagem deliciosa que fiz para a Argentina, Buenos Aires e muitas outras que vou fotografando com o olhar e registro só na minha memória.
Quero falar dos meus mestres: minha vó Maria, Evandro Teixeira e Henri Bresson. Na poesia Manoel de Barros, alias foi ele quem me incentivou voltar à escrever.
Contei a ele sobre o roubo dos meus poemas e diários, minhas simples, mas minhas memórias de uma vida inteira. depois desse dia perdi o interesse pela escrita, criou-se uma frustração dentro de mim... Não sei porque alguém roubaria umas fotos velhas e uns diários.... minha vida inteira, minha alma, os meus mais profundos sentimentos e segredos desde a minha infância... Naquela época eu escrevia diariamente sobre tudo, os segredos estavam em códigos, também se foram as cartas de minha prima íntima e havia estórias inventadas para confundir minha mãe, ou seja, nem ler essa pessoa vai poder porque não vai entender,... choro só de lembrar, meu maior tesouro...
Pois então, voltando ao blog, eu vou continuar a escrever aqui... Acho que na Internet tem mesmo muita porcaria como dizem por aí, mas também tem muita coisa boa. Como disse um escritor Argentino ''o mal não está na televisão ou na Internet, são maravilhas, o mal está em como as programamos''....
Nem tudo o que imagino e sinto, penso;
Nem tudo o que eu penso e vejo, escrevo.
Sol
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| Foto: Sol |
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Picos e Vales a pé...

Travessia Petrópolis - Teresópolis

Entrada do Parque Nacional da Serra dos Órgãos - 1° dia


As botas do Alex não duraram 40min. (Ressecamento da borracha)

Nos aguardando...


Quem foi? Alex, Jean-Marie, Thiago, Guilhaume, Gerald e Eu.




Na Pedra do Queijo!




2° dia no portal do Hércules, conhecido como Castelos do Açu.













Descanso merecido.

Trilha à perder de vista...


Fim das botas..


Soluçao por hora...



Entre as nuvens "Dedo de Deus"



Pedra do Sino, temos que chegar lá antes do pôr-do-sol!!!


Anoiteceu e ainda estamos descendo p/ a garganta....

Começamos a escalada do famoso Cavalinho. (chegamos ate o acapamento com muita fe no meio da escuridao) - fim do 2° dia.

aurora - 3° dia

alvorada


Pedra do Sino, com neblina





Fim da trilha
Lembranças ainda revivem na memória.
Cachoeira, nem bem começamos a trilha paramos para apreciar, conversar e outros para se banhar.
Cachoeira, nem bem começamos a trilha paramos para apreciar, conversar e outros para se banhar.
O aroma das flores na montanha, dos verdes arbustos, as pedras menores arredondadas e a suavidade sagaz da neblina.
Achar um cantinho nisso tudo e ficar escondidinho sem vento e olhar ao redor.
Tentar adivinhar o caminho no meio daquela neblina densa que dança com o vento.
A umidade fria que chega a verter lágrimas dos olhos. Parecendo gotículas congeladas.
Perder tempo ganhando novas perspectivas, ''sentidos''.
Alcançar altitude não é fácil. Mas vale a pena o esforço. A subida bem devagarinho para depois chegar lá em cima para descer e subir novamente... Esse é o caminho das pedras e dos vales...
Me lembro que um dos nossos amigos levou uma barraca muito pesada. Subir já é difícil, agora imagina com excesso de peso. No final sempre dá tudo certo. Dividimos o peso e seguimos em frente.
Armamos nossas barracas em frente as Pedras que formam um portal. Castelos do Açú.
Nosso primeiro encontro com as macegas foi aí antes do portal.
O GPS pode ajudar, mas também pode atrapalhar. Aconteceu da trilha virar penhasco, sem ter como continuar à pé. Só escalando. Nós nem corda havíamos levado.
Agora que já passou, eu aconselho quem for a levar uma corda.
E as ''macegas''? Na verdade não eram o que chamamos de macegas, mas eu gosto de falar assim. Era uma espécie de capim-navalha medindo mais ou menos dois metros de altura. Entre um capim e outro existe uma valeta. O capim fica em cima de uma base de terra grudenta tipo argila. Não sei como fomos parar nessa... acho que saímos de um platô... seguimos uma trilha errada e quando nos demos conta estávamos cada qual abraçado com seu capim. Um rodeio onde o cavalo era o capim. Cegueira total. Eu saí do meu capim e fui seguindo por um caminho de capim amassado sem enxergar direito, não via ninguém na minha frente. cai daqui e dali. Foi quando senti que estava pisando em alguma coisa dura e que gritava "aiiiii" essa coisa era a cabeça do Guilhaume que estava completamente coberto e caído na valeta.
Saímos de lá depois de muito custo e um guia que estava com um grupo de turistas nos ensinou o caminho certo a seguir. Ufa!
Perdemos nossa panela. Lembro-me de ter ouvido o barulho.
Achamos um riacho e descansamos para continuar a subir.
O guia era mesmo gentil, emprestou as sandálias dele para o Alex que estava sofrendo sem a sola do sapato.
Chegamos no refúgio tarde, com muita fome. Ainda bem que apareceu um salsichão do céu bem na hora que o Thiago pediu. Acho que foi Jesus.
Não consegui acordar cedo para ver o sol nascer. Mas o Jean-Marie e o Gerald foram e disseram que estava incrível... eu acredito neles... mas minha barraca também estava incrível... uma vez eu posso, não costume perder essas coisas.
Antes de continuar a trilha no terceiro e último dia fomos até a Pedra do Sino...
Sinceramente! Não dá para descrever... O lugar é para ser sentido, sem relatos, só indo lá mesmo...
Fico por aqui na esperança de que a próxima trilha me chame para mais uma caminhada à pé pelo mundo.
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