segunda-feira, 20 de junho de 2011

A mesa. Ou seria? A árvore

Caminhando pelo Rio vi essa mesa de madeira. Parei. Olhei. 
Tentei imaginar por onde essa mesa teria passado. A transformação que ela teria sofrido. Que árvore ela já fora um dia? De que floresta ela viera? Será que ainda existe essa floresta?
Me fez muito refletir a respeito do que somos e de como estamos em constante transformação, natural ou não. Transformação, eu tenho um certo gosto por essa palavra, gosto pela sua ambigüidade.
Vivemos essa transformação diariamente, positiva ou negativa. Temos que buscar o equilibrio, transformação sem agressão, sem impacto. Pensando nisso:
Domingo, lindo dia de sol. Peguei minha ''magrela'', coloquei uma roupa verde, meu filho Thomas foi solidário e colocou até meias verdes. Parecendo os ''tartarugas ninjas, fomos encontrar, amigos verdes, familiares verdes e a marcha verde contra o Novo Código Florestal, em Copacabana.
Não sei dizer quantas pessoas haviam, gostaria de ter visto mais. Mas fiquei feliz pois quem esteve lá, esteve porque realmente acredita, foi voluntariamente. Isso é importante! Se propor, não desistir, acreditar. 
Quantos não sabem o por quê do voto e nem  mesmo para quem estão votando. Sobre preservação? menos ainda.
O que estamos vivendo não é só uma questão política é a luta pela própria vida. A continuidade. O ciclo da vida no planeta precisa da nossa ajuda, somos parte disso tudo. 
Se tenho uma religião essa é a minha. Respeito com a natureza. Temos um templo a céu aberto, com o frescor do vento, a floresta, as montanhas, os vales, o cerrado, o silêncio, o barulho dos bichos, enfim, poderia citar milhões de exemplos. 
O ser egoísta entrou no ''ensaio sobre a cegueira''. Temos que lutar para que a floresta continue vivendo.
Plante o dobro, antes mesmo de pensar em desmatar daqui para frente. 
E imaginar esses pobres seres que não pensam em nada disso. E pior, imaginar aqueles que pensam e ignoram. 
Num pensamento sem fundamento eu sonho em ver o homem sem o sentimento de ''poder'' no coração. Como numa saga. Tornar-se livre, desconhecer o poder. 
Ainda temos dificuldade em lutar pelos direitos em comum. Deixemos de lado as  pretensões, lutemos pela igualdade do ser.
Estamos presos por uma minoria que dominam tudo e todos por ter em mãos o ''poder''? 
Fazendo uso dessa palavra descaradamente. O poder da igreja. O poder legislativo. O poder executivo... 
E os argumentos capitalistas de que temos que trabalhar e que faz parte da natureza do homem, o trabalho. O trabalho de exploração? É esse que temos como proposta.
Não existe valorização do ser. O sábio Raul Seixas profetizou: ''O dia em que a terra parou''. Temos que parar tudo.
Tem gente que pensa em morrer, desistir, fugir. Sinceramente, eu quero viver o máximo que puder para aqui lutar. 
Daqui alguns anos, esse pobre corpo que aqui me serve poderá descansar sabendo que reivindicou.

Foto: Sol

Nenhum comentário:

Postar um comentário