sexta-feira, 17 de junho de 2011

Dormir não é perder tempo. É se perder no tempo.

Essa noite sonhei que um visionário criou um novo atrativo turístico no Rio de Janeiro. Entrei na fila, fiquei por alguns instante observando o comportamento das pessoas e não entendi o que acontecia com elas. A fila avançava rápido e logo chegou a minha vez. Subi os degraus, na verdade os degraus é que subiam comigo. Cheguei numa plataforma a céu aberto, em cima de um brejal com vegetação subaquática bastante variada. Assim que o degrau chegou tive que saltar depressa pois como uma escada rolando os degraus não pararam para eu descer. Desci, entrei em um caixão de vidro transparente, parecido com um aquário. Essa caixa começou a flutuar comigo. No início me deu um frio na barriga, mas depois comecei a relaxar e a curtir intensamente aqueles movimentos. Senti meu corpo levitando,  era o meu corpo que controlava os movimentos da caixa transparente. Dei alguns giros leves, fiquei de cabeça para baixo e avistei um portal que durou alguns segundos. Não consigo lembrar o que visualizei dentro do portal. A caixa flutuava em cima de uma nascente só parei quando me desconcentrei e caí dentro do riacho e a vegetação tomou conta da caixa. De lá subi numa Gôndola de Veneza e encontrei com o Thomas e o Cainã brincando em cima de um tronco bem grosso na beira de um rio. Eles  brincavam e riam. Acenaram quando me distanciei e continuaram o que estavam fazendo.
Saí do rio e encontrei a Jéssica que acenou e me ajudou a subir em um tronco fino e muito comprido, cheio de galhos e folhas, uma ponte que me levou para outro lugar. Fumei um cigarrinho de palha que alguém deixou aceso em cima de uma árvore baixa e com o tronco bem grosso, ao lado de uma cerca de arame farpado. Avistei alguém, um homem se aproximando, era o meu pai à cavalo. Chegou me olhou e disse com voz mansa: "Desce daí que a Tainá foi picada por uma cobra, não é para você ficar assustada, não é nada grave, a cobra foi encontrada''. Cheguei ao hospital e vi dois furinhos na perna da Tainá foi quando ela me acordou dizendo: ''Mãe, mãe, tchau, estou indo para a escola''. 


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