(...) Hoje eu acordei com um aperto no coração, eu não sabia o que era... andei pra lá, andei pra cá... alimentei meu vício, tomei um café bem forte... foi aí que eu descobri que era mais profundo, era de dentro de mim que vinha aquele grito, me descontrolei e percebi a saudade do meu querido Manoel. Ê joão de barro! Dona Stella que me perdoe, o desejo de tê-lo tomou conta de mim... Precisei me alimentar de ti poeta. Peguei o livro mais próximo Tratato Geral das Grandezas do Ínfimo, abri na página 27 e me deparei com A PEDRA. Adoro conexões, pedra, sou louca por pedra... ''Pedra sendo Eu tenho gosto de jazer no chão. Só privo com lagarto e borboletas. Certas conchas se abrigam em mim. De meus interstícios crescem musgos. Passarinhos me usam para afiar bicos. Às vezes uma garça me ocupa de dia. Fico louvoso. Há outros privilégios de ser pedra: a - Eu irrito o silêncio dos insetos. b - Sou batido de luar nas solitudes. c - Tomo banho de orvalho de manhã. d - E o sol me cumprimenta por primeiro.'' Essa é para você Manoel de Barros, venha mesmo tomar conta de mim todas as manhãs, eu rio sozinha e entro em gozo, me sinto mais completa tendo um poeta dentro mim (...).
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Ilusão
Não sei bem, se fui eu que me enganei ou foi você que me iludiu...
Queria te contar das coisas que eu acreditei em ti...
Pois nesse momento eu sei bem o espaço que ocupo e sei também que tudo tem o seu lugar...
Não sei bem, existe o cuidado em não magoar!
Não quero mais alimentar o que não tem como continuar.
Se você quiser posso desistir,
Tudo é tão nosso...
Tudo é tão nosso...
Eu te chamo, vc responde... isso só alimenta mais a saudade do meu peito.
Eu só não quero mais me iludir... eu sei bem onde é o meu e o seu lugar.
Fim
terça-feira, 16 de outubro de 2012
entre mim
entre mim
és tão manso e macio,
que deito em teu nome e me acaricio,
teu nome por mim roça com doçura,
como rítmica serpente,
do vocábulo, consideramos apenas à forma,
independentemente do contexto,
ao teu contato de veludo me entrego toda.
és tão dominador do meu desejo,
me inspira na poesia, traz aos meus lábios as palavras,
me encho de sabedoria,
incendio por ti sabio réptil que voa,
meu divino pecado, da cor da natureza,
tens cheiro de mato,
és melodia aos meus ouvidos,
me tira da razão e me traz da insensatez.
desejo teu corpo aos beijos,
quero orquestrar-te carícias supremas,
tatear a alucinação? Por que não?
teu amor penetra na minha boca,
passa-me em todo senso tua mão,
encho-o de mim, deixe-me oca, louca...
costuma dizer que eu sou feita de frases,
eu acho que eu sou doce, sou favo-de-mel,
como se o corpo meu de ti vindo fosse.
amo-te as sugestões opostas e funestas,
amo-te como mulher que escuta o som da tua carne,
que ouve tuas idéias e se empolga pelas frases mudas que proferes
nos silêncios de Amor!
Sol
Sol
terça-feira, 25 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
...meu olhar diante do Mato Grosso do Sul
| O sol e a fumaça. |
![]() |
| O sol e a fumaça. |
Eu gostaria
de fazer um convite. Venha visitar o ''meu'' Estado, o Mato Grosso do Sul.
Venha ver de perto o que, aqui, tento descrever, o período ideal é agora,
essencialmente entre os meses de maio e outubro - época de seca, de queimadas –
venha para ver a realidade que aqui se implantou. Só para exemplificar, a
umidade relativa do ar, de um tempo para cá, vem sendo comparada a do deserto,
7%.
Esse é o meu
ponto de vista, fundamentado na minha própria experiência perceptiva e pessoal.
São as minhas impressões à respeito do que representa o biocombustível ou
agrocombustível, na prática. Na minha concepção é o que vem causando maior
impacto em um lugar intangível, sendo assim, toca-me profundamente, força-me a adaptação ou senão a desocupação do espaço. Impõe a censura aos menos esclarecidos que deixam de se expressar e questionar, dá-se o
surgimento da insatisfação. Na verdade, todos dizem saber sobre os danos atuais
causados pelo biocombustível, entretanto, enxergando com os meus próprios olhos
a situação se apresenta bem pior do que eu imaginava. Arde, fere e destrói.
Imagina para
quem vive no local? As conseqüências da implantação da cana-de-açúcar, são
muitas; cito somente meros exemplos, bem básicos, como o ressecamento e a desfertilização
do solo, causando a morte; como a queima da cana deixando o ar mais seco
diminuindo a possibilidade de chuva; deixo de citar inúmeros impactos de caráter
sócio-ambiental, sócio-econômico e sócio-cultural...
Sei que pouco
adianta os meus lamentos, afinal, ninguém se sente culpado de nada... Deixo bem
claro que não vim aqui para culpar ninguém, não me interprete mal, pelo contrário,
é só um desabafo...
O que estou
apontando é que não desejo simplesmente aceitar. Proponho a reflexão coletiva,
mesmo longe fisicamente, acredito que quem me conhece um pouquinho, já
participou dessa troca interativa de amor pelas pessoas, por viagens, pela
natureza, pela vida, ou a troca interativa de repulsa e indignação. Tenho
certeza que, mesmo que rapidamente, tivemos a oportunidade de conversar sobre
progresso, ordem e crescimento econômico, assim como, sobre a minha
perplexidade diante dos impactos causados, não só para com a terra, mas também
para com os seres que dela vivem; seres esses que são indevidamente e diretamente
afetados pelas medidas econômicas, seja aqui no Brasil ou em outro canto do
mundo, geralmente, o alvo se dá de acordo com o potencial em recursos naturais.
Tudo isso me causa repulsa e ânsia de vômito.
Enfim,
permito-me dizer que estou morrendo por dentro, cada dia que passa perco minhas
forças... Me sinto impotente diante do poder. Mas, ainda alimento um fio
de esperança que se faz necessário por outras razões.
Fujo, sempre
que posso, vou para Bonito para recarregar minhas perdas. Até quando Bonito vai
agüentar? Tudo é tão frágil, nascentes e lençóis freáticos ligados
diretamente a todo o ecossistema do cerrado e do planeta que vem sendo
impactado pela decisão de parlamentares covardes que desconhecem a natureza, a ética
e a moral.
Meu coração
se põe a chorar, se despedaça de vez, cada dia que passa a dor torna-se imensurável.
O que vejo, me deixa mais preocupada ainda. Bonito compondo um cenário de aridez.
Um novo ciclo, uma nova era, as fazendas de gado viraram campos agrícolas e a
vegetação nativa está sofrendo com o progresso desenfreado.
No sul do
Mato Grosso do Sul, isso já vem se alastrando há bastante tempo. Vem com a força
de uma onda devastadora e desenfreada. Em Amambai, Naviraí e região a destruição está
bem mais avançada com a junção da agricultura de massa (monocultura) e da pecuária
de corte.
O Mato Grosso
do Sul faz parte do Cerrado brasileiro, possuindo características próprias, com
árvores baixas de troncos torcidos e recurvados, as folhas são espessas,
esparsas em meio a uma vegetação rala, rasteira de arbustos e campos limpos, as
matas são compostas de árvores pequenas e sinuosas. Contudo, durante muito
tempo, foi considerada uma área perdida para a economia do país. O que hoje,
estamos vivendo, me faz pensar em um pesadelo. O Cerrado já não é mais o mesmo,
está cada vez mais descaracterizado; a guavira, o barbatimão, o pau-santo, a gabiroba, o pequizeiro, o araçá, a sucupira,
o pau-terra, a catuaba e o indaiá. Cadê?
Plantas nativas estão dando lugar à florestas de eucaliptos, à plantações de cana-de-açúcar,
a soja, ao milho, etc. Daqui alguns anos, é bem provável, que irão dizer que
eucalipto é nativo do Mato Grosso do Sul. A lei que rege o Código Florestal, é
a lei do poder e do dinheiro!
Já está aí, época
da sede, da fome e da desigualdade social; crianças pedindo esmola;
alimentam-se na escola, quando tem aula... sem falar de drogas como o crack que chegou
tirando o sorriso e a ingenuidade da adolescência.
Uma faísca
basta, para ver o paraíso se transformar no inferno em chamas. As pessoas não
se amam mais, não se olham mais, desconfiam do diálogo e renegam um abraço.
Olho, observo
e critico, sem temer. Como aceitar que à partir das 15:00h o sol se
transforma em uma bola vermelha, quase imperceptível aos olhos dos menos
atentos?
Monstro-fumaça!
Dê uns tempos
para cá, ele, aqui no Mato Grosso do Sul, veio morar. Dizem que está em fase de
crescimento, é apenas um monstrinho. Nessas últimas décadas o bicho vem
crescendo tanto, tanto, que tá dando medo.
Minha avó
conta que esse monstro, se alimenta da ganância do homem. Ela diz que no final,
quem se dá bem é o monstro. Ele cria uma forma avermelhada e devora o seu
criador e o povo - sem nenhum dó, sem nenhuma piedade.
O grande
monstro cinzento no céu. O bicho até que é bonito ao olhar do poeta, porém, cheira mal, uma mistura de enxofre e carvão. Dizem que é o cheiro da morte... O
curioso é que os carcarás comemoram em alvoroço quando encontram a carniça de
um tamanduá atropelado no meio da estrada.
Triste, mas é
esse o cenário.
Como fomos
perder dessa forma nossa identidade Sul-Mato-Grossense?
Espero que o
povo da Amazônia não passe pelo mesmo sofrimento que nós estamos passando.
Pausa, talvez
seja o único caminho para parar e analisar quem está nos direcionando.
O inferno de
todos, dos ricos e dos pobres vem sendo amenizado com aparelhos ares-condicionados,
seja nos carros, nas casas, nas lojas, nos escritórios, nos tratores, etc. Os
parques? São artificiais, instalados em shoppings de luxo que vendem produtos ‘’made
in China’’.
Eu, e essa
minha infinita tristeza!
O jacaré me
contou um segredo, ele disse que a chuva está por vir.
Será que ele
fez uma previsão ou é óbvio e de se esperar? Por aí virão chuvas, enchentes,
tempestades, raios, trovões, tornados... o que causará lamentações e perdas
irreparáveis.
Eu sonho sim,
pois, somente assim consigo ver sentido e continuar acreditando num mundo
melhor. Penso nos meus filhos, penso nas crianças.
Confesso que
acho o mundo frustrante! Mas, não sei como, ainda vejo flores e beleza no lugar
mais caótico e obscuro.
Vejo flores
em cada ser... Como diz minha querida avó Maria ''minha filha, a fé de cada um é
o que cura o mal, não sou eu benzendo, como muitos pensam''.
Quanto mais
viajo, mais acredito em uma saída, mas do jeito que está indo, espero que não
seja só utopia.
O Brasil
sente um peso... o peso dos blocos econômicos mundiais, o peso de ser
considerado o celeiro do mundo. O peso da desigualdade e da ignorância do
povo. Povo que vem da escravidão, extermínio, dominação e manipulação.
Eu acredito
no conhecimento, na sabedoria e no modo de vida dos índios.
Como já disse
o grande Zé Ramalho ''eh, ôô, vida de gado, povo marcado, ê, povo feliz.''
Chega, né?
Eu não estou
dizendo que sou contra o desenvolvimento, para mim, esse é o verdadeiro sentido
de um país, desenvolver-se baseando-se em fundamentos paralelos ao dinheiro e
ao poder... desenvolver-se, primeiramente, com prevenção, precaução, saúde,
educação, igualdade social e preservação das riquezas naturais, acima de tudo.
É ela que nos
mantém, a Natureza. Sem ela não existe nada. O desenvolvimento baseado no
conhecimento da mãe-natureza é a chave que todos nós buscamos...
Ser nativo não é só nascer no lugar, é mais do que isso, é uma filosofia de vida, é um estado de espírito, é viver em harmonia com os outros nativos, plantas e animais.
O conceito de
industrialização não é nosso... vem de fora... queremos tecnologia... mas queremos
ser respeitados... queremos nossos rios, nossas florestas... queremos decidir o
que é melhor para nós... queremos que o mundo aprenda a nos ouvir para que possamos
fazer a troca do conhecimento... não é assim através da imposição e dominação. Ninguém foi consultado e informado sobre os impactos que essas medidas causariam, por exemplo. Queremos dialogar antes de qualquer decisão que nos afeta diretamente.
Se o
ser-humano preservar a fauna e a flora, aos poucos, ela voltará ao seu estado
de origem, lógico que restará cicatrizes, porém um corpo se regenera... daí sim, a vida
voltará a ter mais sentido.
Vejo como
absurda a implantação de 40 usinas de cana-de-açúcar, até 2026 no Estado
do Mato Grosso do Sul. Isso é crescimento? Sinceramente, como pode alguém
pensar assim? Eu não entendo nada dessa ânsia em suprir necessidades de
consumo. O Brasil não é o celeiro do mundo, nem pode ser, aqui nós temos
reservas naturais... mas elas não nos pertencem... são recursos do organismo
terra. O corpo do outro deve ser respeitado, o corpo da terra não nos
pertence... Isso é marketing de empresas que se beneficiam com esse conceito.
Pensando
profundamente, creio que será difícil combater o plano do Governo e da ganância
humana, isso já vem sendo traçado há muito tempo... tudo já vem planejado,
baseado em dados econômicos, sem fundamento para a humanidade ... baseado na
economia do poder, sempre idealizando e tendo como referência os Estados Unidos
e outros países que já se afundaram nesse poço de merda econômica.
Eu desejo
parar tudo... aqui não chulé, larga do meu pé de rachadura, ochê!
Somos
chamados de ignorantes, de povo que não consegue discernir... que não
tem coragem em se mobilizar... Continuem pensando assim...
Quero propor
em defesa das florestas uma experiência física e sensorial. Fique nu e deixe
que estranhos arranquem os seus pêlos pubianos, cabelos, cílios, sobrancelhas,
deixe que cavem feridas, queimem seu corpo... com certeza você não irá agüentar
e entenderá o que sinto com relação à destruição da natureza.
Por isso, eu o convido, venha conhecer de perto a realidade do Mato Grosso do Sul, sofro duas vezes, pelo Brasil e pelo meu Estado... a culpa de quem é? Ainda não sei.. acho que é de cada um de nós... minha, sua, nossa... tudo o que consumimos está diretamente ligado ao consumo de combustíveis...
É isso!Eu ainda acredito no Amor.
Sol
sábado, 1 de setembro de 2012
A câmera obscura
A Câmera Escura
As origens da FOTOGRAFIA
A fotografia não tem um único inventor, ela é uma síntese de várias observações e inventos em diferentes momentos da história. A primeira descoberta importante para a fotografia foi a Câmara Obscura.
Na grécia antiga, Aristóteles observou a imagem do sol projetada no chão durante um eclipse, quando os raios solares passavam por um pequeno orifício entre as folhas de uma árvore. Observou também que quanto menor fosse o orifício, mais nítida era a imagem.
Na idade média, um erudito árabe, Ibn al Haitam (965-1038), o Alhazem, observa um eclipse solar com a Câmara Obscura , na Corte de Constantinopla, em princípios do século XI. Nos séculos seguintes a Câmara Obscura se torna comum entre os sábios europeus, para a observação de eclipses solares, sem prejudicar os olhos. Em 1521, Cesare Cesariano, discípulo de Leonardo da Vinci, descreve aCâmara Obscura em uma anotação e em 1545, surge a primeira ilustração daCâmara Obscura , na obra de Reiner Gemma Frisius, físico e matemático holandês.
Na grécia antiga, Aristóteles observou a imagem do sol projetada no chão durante um eclipse, quando os raios solares passavam por um pequeno orifício entre as folhas de uma árvore. Observou também que quanto menor fosse o orifício, mais nítida era a imagem.
Na idade média, um erudito árabe, Ibn al Haitam (965-1038), o Alhazem, observa um eclipse solar com a Câmara Obscura , na Corte de Constantinopla, em princípios do século XI. Nos séculos seguintes a Câmara Obscura se torna comum entre os sábios europeus, para a observação de eclipses solares, sem prejudicar os olhos. Em 1521, Cesare Cesariano, discípulo de Leonardo da Vinci, descreve aCâmara Obscura em uma anotação e em 1545, surge a primeira ilustração daCâmara Obscura , na obra de Reiner Gemma Frisius, físico e matemático holandês.
No século XIV já se aconselhava o uso da Câmara Obscura como auxílio ao desenho e à pintura. Leonardo da Vinci (1452-1519) fez uma descrição da Câmara Obscura em seu livro de notas sobre os espelhos, mas não foi publicado até 1797. Giovanni Baptista della Porta (1541-1615), cientista napolitano, publicou em 1558 uma descrição detalhada sobre a câmera e seus usos no livro Magia Naturalis sive de Miraculis Rerum Naturalium. Esta câmara era um quarto estanque à luz, possuía um orifício de um lado e a parede à sua frente pintada de branco. Quando um objeto era posto diante do orifício, do lado de fora do compartimento, a sua imagem era projetada invertida sobre a parede branca.
- Câmara Escura em forma de tenda utilizada por Johannes Keppler 1620
Em 1620, o astrônomo Johannes Kepler utilizou uma Câmara Escura para desenhos topográficos. Em 1685, Johan Zahn descreve a utilização de um espelho, para redirecionar a imagem ao plano horizontal, facilitando assim o desenho nas câmaras portáteis.
- Câmara Escura tipo caixão e reflex, usada por cerca de 150 anos, antes do aparecimento da Fotografia.
Em nossa aula, construímos uma Câmera Obscura, utilizando papel cartão, papel vegetal e uma lente acoplada sobre o orifício de entrada de luz. Agora observe na animação abaixo, um esquema do seu funcionamento e responda numa folha de fichário:
1. Qual a função do oríficio na caixa? E a função da lente?
2. Por que a imagem dentro da caixa se forma de ponta cabeça?
3. Qual órgão do corpo humano tem um funcionamento similar ao da Câmera Obscura?
4. Reflita e responda: O uso de instrumentos técnicos que facilitavam o desenho diminuem a importância de artistas como Leonardo da Vinci? Justifique.
2. Por que a imagem dentro da caixa se forma de ponta cabeça?
3. Qual órgão do corpo humano tem um funcionamento similar ao da Câmera Obscura?
4. Reflita e responda: O uso de instrumentos técnicos que facilitavam o desenho diminuem a importância de artistas como Leonardo da Vinci? Justifique.
Fonte: Projeto Vida
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Las utupías
Eu sou sul-mato-grossense, nascida e criada em Amambai. Me sinto envergonhada, diante do mundo, em saber que na minha cidade, onde mora minha família, ainda existem os tais ''exterminadores'' de índios...
Tá na hora do Basta!
Basta!
Da matança de inocentes, principalmente crianças...
Basta!
De guerra por causa de terra....
Basta!
Da igreja ficar induzindo essa guerra....
Basta!
Do Governo fingir que não acontece...
Basta de violência!
Podemos viver em harmonia buscando olhar para o ''outro'' de forma mais humana...
Chega dessa ''tradição''. Chega dessa ''bárbarie''.
Até onde vamos aceitar que isso aconteça aqui no Brasil ''terra de todos''?
Todos temos descendência indígena... somos o povo mais ''miscigenado'' que existe.
Apartheid? Aqui, está igual ou pior do que lá na África, pelo menos lá, é declarado, aqui é camuflado...
Guerra de foice, facão e arma de fogo...??? Onde chegamos???
Eu repudio as declarações do homem denominado ''lenço preto'' (declarações sobre o extermínio de índios), mas ao mesmo tempo, agradeço ao espírito, sei lá, o anjo, o orixá, ou como quiser chamar, que entrou nele para fazê-lo falar...
Espero de coração que toda a Sociedade se mobilize e mande pedidos de apelo as autoridades do Mato Grosso do Sul, as autoridade Federais e até mesmo apelo Internacional, sei lá ONU, serve para quê? Para ACABAR de vez essa guerra de ‘‘não índios’’ e ‘’índios’’ por um pedaço de terra...
Pelo que li, essas terras já foram homologadas e estão aguardando julgamento. Qual é o interesse do Governo em insistir em não resolver essa questão?
Sonho com um mundo menos materialista e mais humanizado. As pessoas estão muito apegadas. Sonho com um mundo sem tanta ganância onde o 'tar' do 'mardito' Capitalismo não dominaria e as pessoas não seriam tão ''coisificadas''.
Solange Bouffay
Sites:
http://www.mp.ms.gov.br/portal/principal/contatos.php
http://www.ms.gov.br/
http://www.pmparanhos.com.br/novo_site/index.php
http://www.onu-brasil.org.br/
domingo, 29 de julho de 2012
Cabana del Sol
Hoje é dia de se deixar levar!
Está nevando sem parar, o vento castiga a pele e causa uma sensação de impotência diante da natureza.
Desde que llegué a Ushuaia me sentí fuertemente emocionada por el paisaje... fascinación de sus colores y las muchas formas animadas, luces y sombras en un mundo mágico, tal como los indios lo concebían... Muy increíble!
Procuro conhecer o lugar pela raíz. Estou muito feliz com o livro do Ricardo Rojas, preso político que aqui ficou confinado no ano de 1934 se dedicando a escrever o livro Archipiélago (Tierra del Fuego) ''para distraerse del incierto cautiverio''.
Atualmente, Ushuaia é um lugar de fácil acesso comparado com outrora. Tem aproximadamente setenta mil habitantes. A economia é baseada no turismo e na indústria de eletrônicos, conta o Sr. Gustavo dono do chalé ''Tierra Mística'' que aluga pequenos chalés. Nós estamos na ''Cabana del Sol'', o nome me convém, rs!
A estação de esqui Cerro Castor fica a 26 km daqui, existe desde 1999. É uma pequena estação, a neve é de excelente qualidade, possui várias opções de pistas para iniciante e experts. Encontramos pessoas do mundo inteiro e muitos brasileiros aprendendo a praticar esportes de neve! A estação conta com escola de esqui e snowboard com professores de alto nível. A equipe de ''eslalom'' da França, da Itália e do Principado de Andorras vem treinar aqui durante o verão europeu.
A estação mais antiga da região se chama Cerro Martial, tem poucas pistas e um teleférico somente. É boa para quem quer tranquilidade.
O tempo aqui é instável, dando a paisagem e a vida contrastes violentos... O céu muda constantemente, uma dança de nuvens, céu azul e nevasca.
Ontem caiaram flocos tão grandes que era como se estivessem nos castigando, chegavam a machucar. Imagine pedras de gelo caindo do céu... era isso... Um espetáculo singular seguindo a coreografia do vento...
Agora vamos sair para fotografar a cidade abaixo de neve.... No final da tarde famos fazer um boneco de neve, (risos).
Ushuaia - ''El grandioso 'Onaisín', terra do povo 'Onas' que aquí primitivamente habitaron... donde el Atlántico termina... el brusco viento del Antártico... es maravilloso y trágico... Hay un gran dolor: el exterminio del indio, el régimen del presidio...'' (Ricardo Rojas)
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Lugar nenhum
No dia 25 de
julho de 2012 às 23:00h, pegamos um táxi em direção ao Aeroporto Internacional
do Rio de Janeiro – Galeão.
Férias, o dia da viagem finalmente chegou! Compramos passagens para Ushuaia, na Patagônia Argentina, extremo sul da América do Sul. Era tão inacreditável que, de vez em quando, uma voz soava no meu ouvido ''dans la vie j'ai choisi de rire''.
Chegando no aeroporto Internacional do Rio de Janeiro... Surpresa!!!
O vôo para Buenos Aires pela
Companhia Aerolíneas Argentinas estava CANCELADO!
Ai, ai... ''Paciência, paciência'', dizia a voz interior.. melhor escutar, suspirar, afinal, fazer o quê?
Pegamos as bagagens e depois de muito tempo de espera, a companhia nos enviou para o hotel Guanabara no
Rio de Janeiro. Essa é para rir! Ainda estávamos bem longe da Argentina e há poucos quilômetros de casa. O Thomas chegou a perguntar em tom de brincadeira ''Isso é a Patagônia?''
No dia seguinte,
acordamos 3:30h da manhã, entretanto, o ônibus prometido que iria nos conduzir do
hotel para o aeroporto Galeão, não estava no lugar combinado. Tivemos que correr atrás do tempo perdido, pegamos um táxi até lá. Pedimos a nota para cobrar da empresa argentina, lógico!
Conseguimos embarcar pela Gol (companhia brasileira que tem parceria com a companhia argentina). Por volta das 11:00h de quinta-feira chegamos em Buenos Aires, e como já era de se esperar, perdemos a conexão para Ushuaia com
embarque às 7:40h da manhã.
Chegando ao
aeroporto Internacional de Buenos Aires os funcionários da companhia Aerolíneas Argentinas não sabiam nos informar como proceder. Muitas dúvidas e incertezas foram surgindo pouco a pouco. Para onde devemos ir? Quem procurar? E a conexão que perdemos por causa do cancelamento do vôo? ''Em país de cego, caolho é rei''. Melhor manter a calma e relaxar.
Fomos recuperar as bagagens na esteira, um funcionário da companhia aérea argentina tentava ajudar, a impressão que dava é de que ele estava mais perdido do que nós... pois, não sabia quantos passageiros chegaram pela Gol, não tinha em mãos uma lista com os nomes... Enfim, uma bagunça!
Conversaram entre eles e nos mandaram para o Aeropark (aeroporto para vôos domésticos). Nos colocaram com os outros passageiros do vôo cancelado em um ônibus que, cá entre nós, era um carango velho caindo aos pedaços. Dava até medo de encarar! Esperemos mais de meia hora até o ônibus sair... Informação sobre o que aconteceu, horário de vôos... nada. Nenhum funcionário nos acompanhou no trajeto entre um aeroporto e outro. Ai já viu...
Chegando no Aeropark... ninguém sabia do que se tratava... Os funcionários não haviam sido informados e tampouco sabiam sobre o cancelamento do vôo do Rio de Janeiro. Uma vergonha!
Chegando no Aeropark... ninguém sabia do que se tratava... Os funcionários não haviam sido informados e tampouco sabiam sobre o cancelamento do vôo do Rio de Janeiro. Uma vergonha!
A Tainá disse ‘’Mãe
eu não gosto de me sentir estrangeira.’’
O transito
estava horrível, ficamos horas dentro de um ônibus caindo aos pedaços... não queríamos voltar novamente para o Aeroporto Internacional.
O Thomas pediu
‘’Papa, je veux rentrer à la maison... J’ai suis dèja fatigué de ce voyage, j’ai
voudrais être à la maison.’’
Na Companhia ninguém sabia informar nada, outros passageiros que seguiam
para Bariloche também perderam os seus respectivos vôos e a confusão de instaurou entre brasileiros, espanhóis, bolivianos e argentinos. Os funcionários, coitados, alegaram não estar cientes de que o vôo havia sido cancelado. Chegaram a afirmar que o avião havia aterrissado em solo
argentino pela manhã e que não podiam fazer nada, o caso era do Aeroporto Internacional... Ainda bem que o JM é esperto e havia tirado uma foto do cancelamento e mostrou para eles... Ufa!
Eu e as crianças estávamos sem forças a essa altura. As horas iam passando e o caos aumentando... nos disseram que o ideal seria
esperar mais um pouco e pegar o vôo para Ushuaia que sairia às 15:30h, porém, não éramos prioritários visto que o nosso vôo partia de outro aeroporto... mortos de cansaço não
custava nada tentar... esperamos... fizemos o check-in com o nome na ''lista de espera'', registramos as bagagens... e... aguardamos o embarque... no final... não restou lugar... ficamos em Buenos Aires...
E as nossas malas?
Após esperar duas horas em frente ao guichê de ''reclamo de bagajem'' vieram nos anunciar que as
malas seguiram para Ushuaia. Era só o que faltava... como vamos ficar sem roupa de frio? Estamos bem arranjados.
O pessoal das bagagens nos mandaram para outro guichê para pedir informação e
tentar achar uma saída...
No final o jeito foi dormir em Buenos Aires e sair no dia
seguinte do Aeroporto Internacional de Buenos Aires, o aeroporto do início, mesmo vôo previsto anteriormente, só que com um dia de atraso...
As 07:30 da manhã do dia seguinte 27 de julho, chegava finalmente o momento de embarcar para Ushuaia... mas o pesadelo continuou... chegando no avião, os assentos
marcados nos nossos bilhetes nem sequer existiam... é melhor rir!
Esperamos ao lado das comissárias indignadas, todos subiram no avião...
Conseguimos os quatro lugares... finalmente.
Conseguimos os quatro lugares... finalmente.
Sinceramente, desde que saímos de casa não estamos em LUGAR NENHUM, é isso!
Minha cabeça dói... estou exausta! Minha família está exausta...
Porém,
Porém,
O que compensou?
Saímos desse tal ''lugar nenhum'' e chegamos na ''era do gelo''...
Saímos desse tal ''lugar nenhum'' e chegamos na ''era do gelo''...
Aqui na era do gelo é um lugar branco, o aeroporto é um chalé de madeira, as casinhas são aconchegantes...
Depois de tudo, chegar em um lugar branco dá para apaziguar e suavizar a memória de qualquer um, dá para apagar a frustração do ''lugar nenhum''...
Cheguei e corri empolgada procurar um livro em spañol, não achei muitos... Então, adquiri Ricardo Rojas, Archipiélago (Tierra del Fuego).
O Borges e a Simone de Beauvoir também me acompanham nessa viagem...
Diante dos acontecimentos e da espera, um livro é o melhor parceiro... O Borges melhor do que parceiro é argentino e conhece os hábitos e sistema desse país... foi ele quem me ajudou a manter a calma e a entender um pouco melhor a austeridade desse povo amigo, sangue do meu sangue...
C'est la vie!
C'est la vie!
LUGAR NENHUM
LUGAR BRANCO
Ushuaia - Tierra del Fuego
terça-feira, 5 de junho de 2012
Viajar é preciso
Sair da rotina, não é tarefa fácil, mas é possível. Paulinho da Viola diz na música Timoneiro ‘‘não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar’’, pode parecer loucura, mas não é não. A letra dessa música induz à pensar que de vez em quando é preciso se deixar navegar. O passado é importante e faz parte da memória, mas renovar é preciso. É a chance de olhar para o horizonte e seguir em busca de novas perspectivas. Desapegar-se de hábitos e pessoas com temperamento sórdido, faz bem à saúde. Mudar a rotina pode ser um bom começo para quem está entediado e achando que a vida é um peso.
Iniciar com uma viagem é uma boa opção. Antes de começar a mudar tudo, experimente conhecer outros lugares levando o mínimo de coisas que uma mulher precisa na bagagem. Faça a escolha de um roteiro que lhe agrade e busque informações práticas em guias turísticos ou na Internet para evitar surpresas desagradáveis. Evite lugares cheios e barulhentos: trilhas, praias distantes, montanhas ou cachoeiras são lugares propícios para quem quer se deixar levar.
No Rio de Janeiro uma dica interessante para quem gosta de montanha mas nunca teve coragem de encarar é a travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, com duração de três dias. O início da trilha é na entrada do parque, em Petrópolis e o término é em Teresópolis. O ideal é convidar alguém que você conheça bem, mas antes, tente imaginá-lo em situações difíceis. Lembre-se de equipar a mochila com barraca, saco de dormir e roupas apropriadas. Procure usar sapatos adequados. A comida pode ser dividida entre você e o suposto amigo, cereais, barra de chocolate, castanhas e massa são sempre bem-vindos, quanto a água pode ser encontrada no caminho, inclua disposição para caminhar e não esqueça a máquina fotográfica, pois o lugar é incrível. Hoje em dia existem materiais para trilha leves e baratos, procure em lojas especializadas. Eu tive sorte, ganhei de presente de um amigo o Guia de Trilhas de Petrópolis de Waldyr Neto. Recomendo! Tem detalhes sobre equipamentos, mapas, fotos e curiosidades. Outra opção é consultar o site http://www.trilhaserumos.com.br também tem ótimas dicas.
Fica aí a dica, só não desconsidere que tudo vai depender do gosto pessoal de cada um. Encontre o programa que se encaixe melhor no seu ritmo e se deixe levar. Boa viagem!
Postado por Solange Bouffay
(Fotógrafa, Guia de alta-montanha e estudante de Comunicação Social)
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