(...) Hoje eu acordei com um aperto no coração, eu não sabia o que era... andei pra lá, andei pra cá... alimentei meu vício, tomei um café bem forte... foi aí que eu descobri que era mais profundo, era de dentro de mim que vinha aquele grito, me descontrolei e percebi a saudade do meu querido Manoel. Ê joão de barro! Dona Stella que me perdoe, o desejo de tê-lo tomou conta de mim... Precisei me alimentar de ti poeta. Peguei o livro mais próximo Tratato Geral das Grandezas do Ínfimo, abri na página 27 e me deparei com A PEDRA. Adoro conexões, pedra, sou louca por pedra... ''Pedra sendo Eu tenho gosto de jazer no chão. Só privo com lagarto e borboletas. Certas conchas se abrigam em mim. De meus interstícios crescem musgos. Passarinhos me usam para afiar bicos. Às vezes uma garça me ocupa de dia. Fico louvoso. Há outros privilégios de ser pedra: a - Eu irrito o silêncio dos insetos. b - Sou batido de luar nas solitudes. c - Tomo banho de orvalho de manhã. d - E o sol me cumprimenta por primeiro.'' Essa é para você Manoel de Barros, venha mesmo tomar conta de mim todas as manhãs, eu rio sozinha e entro em gozo, me sinto mais completa tendo um poeta dentro mim (...).


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