terça-feira, 19 de março de 2013

Conversa íntima com a minha alma




Pós-escrito de 1974.
Lembrado em 2013.

Ao início de mais um século, quase não se passa um dia sem que eu recorde este verso que fora recordado por ele ao meio do século passado:

Corceles exquisitos y ruedas de silencio. *

Invencivelmente, segue-o na memória a inesgotável e tênue estrofe de Jaimes Freyre:

Peregrina paloma imaginaria
que enardeces los últimos amores;
alma de luz, de música y de flores,
peregrina paloma imaginaria. **

Vez em quando, estou sozinha com você alma, gostamos de viajar para o além da terra. Gostamos de virar pequeninas estrelas, sendo assim encontramos os meus e os seus mestres que aqui só deixaram poesias e prólogos. De lá olhamos para o além e rimos ludibriadas.

Por que será que quando eu estou acordada escrevo o que está se tornando íntimo demasiadamente? O que eu devo fazer? Não quero te expor tanto assim, nem fazer uma autobiografia em um blog.

Versos para a alma no dia dezenove de março, dia em que minha mãe deu-me a possibilidade de ver a luz, e é nessa data, principalmente, que minha alma gosta de sair passear, sendo assim, completamos mais uma volta em torno do sol... Portanto, para os que gostam de contar numericamente, completo hoje, mais ou menos 2013 voltas, subtrai-se 1975.


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