entre mim
és tão manso e macio,
que deito em teu nome e me acaricio,
teu nome por mim roça com doçura,
como rítmica serpente,
do vocábulo, consideramos apenas à forma,
independentemente do contexto,
ao teu contato de veludo me entrego toda.
és tão dominador do meu desejo,
me inspira na poesia, traz aos meus lábios as palavras,
me encho de sabedoria,
incendio por ti sabio réptil que voa,
meu divino pecado, da cor da natureza,
tens cheiro de mato,
és melodia aos meus ouvidos,
me tira da razão e me traz da insensatez.
desejo teu corpo aos beijos,
quero orquestrar-te carícias supremas,
tatear a alucinação? Por que não?
teu amor penetra na minha boca,
passa-me em todo senso tua mão,
encho-o de mim, deixe-me oca, louca...
costuma dizer que eu sou feita de frases,
eu acho que eu sou doce, sou favo-de-mel,
como se o corpo meu de ti vindo fosse.
amo-te as sugestões opostas e funestas,
amo-te como mulher que escuta o som da tua carne,
que ouve tuas idéias e se empolga pelas frases mudas que proferes
nos silêncios de Amor!
Sol
Sol

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