Hoje é dia de se deixar levar!
Está nevando sem parar, o vento castiga a pele e causa uma sensação de impotência diante da natureza.
Desde que llegué a Ushuaia me sentí fuertemente emocionada por el paisaje... fascinación de sus colores y las muchas formas animadas, luces y sombras en un mundo mágico, tal como los indios lo concebían... Muy increíble!
Procuro conhecer o lugar pela raíz. Estou muito feliz com o livro do Ricardo Rojas, preso político que aqui ficou confinado no ano de 1934 se dedicando a escrever o livro Archipiélago (Tierra del Fuego) ''para distraerse del incierto cautiverio''.
Atualmente, Ushuaia é um lugar de fácil acesso comparado com outrora. Tem aproximadamente setenta mil habitantes. A economia é baseada no turismo e na indústria de eletrônicos, conta o Sr. Gustavo dono do chalé ''Tierra Mística'' que aluga pequenos chalés. Nós estamos na ''Cabana del Sol'', o nome me convém, rs!
A estação de esqui Cerro Castor fica a 26 km daqui, existe desde 1999. É uma pequena estação, a neve é de excelente qualidade, possui várias opções de pistas para iniciante e experts. Encontramos pessoas do mundo inteiro e muitos brasileiros aprendendo a praticar esportes de neve! A estação conta com escola de esqui e snowboard com professores de alto nível. A equipe de ''eslalom'' da França, da Itália e do Principado de Andorras vem treinar aqui durante o verão europeu.
A estação mais antiga da região se chama Cerro Martial, tem poucas pistas e um teleférico somente. É boa para quem quer tranquilidade.
O tempo aqui é instável, dando a paisagem e a vida contrastes violentos... O céu muda constantemente, uma dança de nuvens, céu azul e nevasca.
Ontem caiaram flocos tão grandes que era como se estivessem nos castigando, chegavam a machucar. Imagine pedras de gelo caindo do céu... era isso... Um espetáculo singular seguindo a coreografia do vento...
Agora vamos sair para fotografar a cidade abaixo de neve.... No final da tarde famos fazer um boneco de neve, (risos).
Ushuaia - ''El grandioso 'Onaisín', terra do povo 'Onas' que aquí primitivamente habitaron... donde el Atlántico termina... el brusco viento del Antártico... es maravilloso y trágico... Hay un gran dolor: el exterminio del indio, el régimen del presidio...'' (Ricardo Rojas)

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