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| Foto: Sol |
Hoje foi um dia daqueles. Meu corpo amanheceu dolorido. Meu humor totalmente transformado. Nem eu queria estar comigo mesma. Quando estou perto de pessoas estranhas, consigo disfarçar, porém, perto de queridos, não dá. É sutil, mas quem me conhece logo percebe a mudança.
Tem cor, é vermelha.
Se eu fosse me definir como uma fruta, não hesitaria, diria logo, sou um limão. Mas como não sou fruta, digo que sou alguém que troca de pele, de ''allure''.
Me considero uma pessoa calma, tolerante e segura. Mas durante quatro dias no mês posso jogar tudo para o alto. Um chá seria uma boa, ao invés disso, prefiro a paura, a tempestade. Quando passa, vem o sentimento de algo novo, mudanças internas, a força incontrolável aos poucos vai sendo acalmada e isso tudo, dentro de mim.
Não chego a me desesperar, aprendi a reconhecer e conviver da melhor forma, já que é inevitável dentro da natureza feminina. Sou contra medidas de prevenção. Prefiro ser bicho.
Gosto de fugir. Desde pequena tenho o hábito de me isolar. Nessas horas ajuda. Meu corpo pede e minha mente também. Ficar sozinha, em silêncio, não pensar, não responder. Para que isso aconteça eu corro de todos e de tudo. Meu refúgio pode ser meu quarto ou vou buscar refúgio longe de casa. Deito, olho para o céu e as vezes durmo no pé da montanha. Ultimamente estou percebendo uma vontade de fotografar, sem interferência de ninguém. Alguns seres sempre aparecem. Uma vez uma lagartixa me olhou com estranheza e continuou seu curso normal. Assim vou convivendo com a TPM, que para mim, nada mais é que, a mudança de pele para a cobra.
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| Foto: Sol |


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