
Feche os olhos.
Imagens, sons e cheiros,
Lembre daquela conversa ao pé do ouvido.
Sente ao lado direito do Poeta,
A sala, a toca.
Ele fala passarinhos, o silêncio,
O Índio Guató em Paris e o olhar primitivo,
Fala de mansinho.
Fique sem saber o que dizer,
Nessas horas para quê falar?
Busque os pensamentos vagos... que fujam todos... melhor assim.
Silêncio!
Emocione-se, chore por dentro para acalantar a alma.
Silêncio!
Logo depois de ouvir o silêncio,
Fale da infância,
Ria,
Fale da infância,
Ria,
As casinhas na varanda, duas casinhas de beija-flor.
Depois de muita conversa sobre o nada, despeça-se do Poeta encantador, cujo nome: joão de barro.
Conversa em forma de poesia,
E poesia tem forma?
Guarde na lembrança: Dona Stella acenando no portão.
Agradeço as oportunidades que a vida proporciona, de coração.
Retrato aqui, o encantamento pelo silêncio!
| Fotos: Sol |

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