domingo, 27 de novembro de 2011

Intuição


Foto: Sol
Foto: Sol
Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome, cores de Almodovar, cores de Frida Kahlo, cores...
Passeio pelo escuro... (Adriana Calcanhoto)

Tiêta, 
Uma ligação que irá apimentar o fascínio pela descoberta.

Dia 26 de Novembro. Uma data para ser comemorada!
Ontem fez 12 anos que conheci o JM. Que coincidência?!
(Pensei e acabei lembrado desse detalhe agora, pois ontem na euforia dos acontecimentos passou despercebido).
Nessas minhas variações pelo mundo...
Deixo que a vida siga o rumo que quer seguir.
Sou de nadar a favor da correnteza e deixar que o rio me guie através da sabedoria e leveza.

Foto: Sol

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dia de chuva, como é bom



Uma chuvinha, um cantinho bem quentinho para se aninhar e passar o dia.
Ela saiu para passear...
Aiiii que preguiça boa!
Eu acho que dia de chuva é dia perdido.
As coisas perdidas são especiais: o rio perdido, o tempo perdido, o lugar perdido...
Um livro para relaxar... parar e ouvir as ideias, colocar coisas no papel e até criar um desenho animado com o meu filho.
De vez em quando um chá de hortelã, bolo de banana, um chameguinho e preguiça da boa.
Como já disse Dorival Caymmi ''Preguiça, e se for com bicho de pé, melhor ainda!''.
O gatinho pede atenção e se estica todo. Mia. Volta à dormir na poltrona da varanda. 
No final do dia, um filminho para animar. Ela volta para casa.
Um carinho e um cafuné.
BOA NOITE!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Matéria Imaginária


Matéria Imaginária
Solange Bouffay
Fotografia Digital 90 x 60 cm
2010


Evento: Variete Cultural 
Exposição na Casa de Cultura Laurinda Santos Lobo - Santa Teresa.


Minha experiência com o improviso foi um desastre interior.
Não costumo ser uma pessoa relapsa, mas dessa vez me deixei levar pelo tempo, pelo acaso e foi desastroso.
Na cabeça projetei um plano e (des)construir foi como despir-me diante do fracasso. Senti morrer por dentro, uma correnteza me levou, fui perdendo as forças, aos poucos, sem margem à vista, fiquei sem voz e uma cegueira tomou conta de mim. Não sentia mais vontade de nadar.
Diga-se de passagem, como sou um ser de sensações e experimentações me deixei, em determinado momento, levar pelo rio do acaso, pelo desamparo de ficar só.  Não é tão desastroso assim, afinal.
Um grito veio lá de dentro. 
''Separe o binômio''.
- Nãoooooooo, não posso!
Na teoria os duplos, os geminados, os siameses não devem se separar. Um depende do outro, entretanto, são diferentes entre si. As matérias imaginárias quando separadas perdem a força e podem até morrer. 
Juntas ganham mais força. 

Na confusão mental tentei ficar invisível, me camuflei de planta, virei espelho e chorei diante da perda interior.
Me falaram em milagre?
A matéria também chorou. Acredite se quiser.
Agora rio.
A sensibilidade, as vezes, nos leva por caminhos inexistentes e problemas imaginários.
São só sensações de meros pensamentos vagos que vem e que vão.